what is this game we're playing? ([info]penalty) wrote,
@ 2008-12-31 23:07:00
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DOISMILEOITO RETRÔ
"It was the best of times, it was the worst of times." Eu não sei o que levou Charles Dickens a escrever tal frase, mas posso apostar que secretamente ele estava tentando definir em palavras um ano que assim como este que termina, se apoiou na intensidade atribulada dos acontecimentos para... acontecer. E de atitude bipolar, alternando um semestre de pura cintilância com outros seis meses de amargurante vazio existencial, doismileoito aconteceu da melhor e da pior forma possível, confrontando a força vertiginosa das muitas descobertas sentimentais - e independente evolução interna - com a amargurada sensação de perda, enfiando os pés pelas mãos na tentativa de não só manter a qualidade do ano passado, mas superar aquele que foi pintado como melhor ano da minha vida.

Depois de um Reveillon sem fogos de artifícios, janeiro chegou sem alardes, embalado por pequenas surpresas, trazendo também as neuroses em forma de burocracia e dois terçóis malignos que chacoalharam minhas estruturas, mas não conseguiram impedir meu status de companion de acontecer da forma mais bonita e americana possível. Fevereiro, muito camarada, prolongou minhas cintilâncias festejando um Carnaval atípico, em uma Nova Iorque tão gelada quanto romântica, que sequer escrevi a respeito. Pena que o dever chama, o sonho acaba e a única coisa que serve de consolo são as divagações em cima do Oscar antes de retornar à rotina sufocante de março, que apesar de render ótimas Maratonas cinematográficas e rotinas de trabalho extremamente amenas, resolveu brincar de apertar minhas saudades até que eu pudesse voltar ao meu aconchego, brincando de casinha com quem, de uma maneira bem particular, me fez muito feliz. Por isso em abril, após completar cinco anos de LJ, usei a Páscoa como desculpa para um novo retorno e voei para o Colorado, deixando a vida me chupar gostoso. E maio me brindou com uma intensa roadtrip, que começou em Tampa e cruzando alguns bons Estados, inclusive aquele que comporta a querida New Orleans de aventuras ainda não escritas, terminou em Houston como se adivinhasse que junho - pouco antes do meu aniversário, dias depois de um Dia dos Namorados fictício - colocaria um ponto final em mim.

Vazio diante à masturbação emocional que sem dó nem piedade me enfiei, procurei respostas, encontrei mentiras e destruí a mim mesmo com pensamentos que me independiam. Olhos marejados, alma inexpressiva, coração partido. E assim chegou julho com suas tentativas frustradas de voltar a me ser, buscando em movimentos descompassados, copos de plástico e bocas aleatórias, a completude perdida. Processo superficialmente divertido, de humilhante autosabotagem contemplada por rostos que apesar de prestativos, nunca me disseram muito. Além disso, busquei em músicas e filmes todas as necessárias palavras que me inexistiam. Palavras essas que só encontrei em São Paulo, que me deu a mão, fez cafuné e me ajudou a lidar com meus pontos fracos de maneira carinhosa e real até meados de agosto, que então se firmou como uma nova tentativa sofrível de fingir que tudo está muito bem, focando em filmes, trabalhos, bares e todas as pessoas superficiais ao longo do caminho, a atenção que eu precisava para não me afogar em mim mesmo e em todos os sentimentos enviesados que não consegui esquecer - ufa!

Quando as manhãs de setembro chegaram eu ainda não havia esquecido minhas tristezas, mas ao menos eu estava confortável com meu emprego de merda e interagindo diariamente com um novo grupo de supostos amigos que encontrei em muitas andanças ao redor do fundo do poço. Não deixei de sair de casa um dia sequer e quando dei por mim estava dentro de uma rotina à la "Sex and the City" - só que sem direito a sexo, glamour e uma cidade completa, com tudo que eu tenho direito. Por isso embarquei de volta a Sampa, encontrando na vida de vila quase tudo que eu, no auge da minha insatisfação, estava precisando. Também pernoitei na Cinelândia depois de muitas pizzas e caminhadas deliciosas pela orla carioca. E em outubro, logo após todo o climão provocado pelas Eleições, foi a vez do Sul me mostrar que não importa o lugar, você não conseguirá fugir de si mesmo. Por isso decidi parar um pouco, respirar fundo e aceitar com mais gratidão todas as coisas boas que as pessoas - fisicamente - mais próximas estavam fazendo há meses para me ajudar a sair do meu coma existencial.

De todos os meses do ano até então, novembro foi o único que resolveu dar um coice no meu TOC e se firmou como o mês em que eu não viajei. Troquei o tênis de corrida por um chinelo velho, voltei minha atenção à mim e ainda que tenham aparecido as festas mais bacanas da temporada - duas de aniversário, uma delas à fantasia -, que definitivamente conseguiram arrancar muitos sorrisos de mim, e também os incisivos programas de quarta em shoppings variados, a verdade é que eu não consegui resgatar por completo minha cabeça das garras do do passado - e conseqüentemente me desvencilhar da maré de azar que seguiu a me inundar. E foi diante dessa atmosfera opaca, sem amor, glória e o herói que fugiu do meu céu, que chegou dezembro cheio de esperança, resgatando pequenos prazeres como a Maratona e o carro rosa, desenhando novos acontecimentos como dois finais de semana seguidos em Macaé, baladas e, principalmente, libertando minha mente para uma vez mais, voltar a planejar.

Na internet conquistei o meu Twitter e me reinventei com Facebook, deixando um pouco de lado o Orkut ao me viciar em jogos como Packrat e na arte de stalkear. Orangotag e Flixter que eram bons, deixei de lado. E no lugar entrou a novidade do Blip.FM, que confrontado com o Last.FM, perdeu feio no quesito assiduidade. Também dei continuidade no famigerado Flickr, mas nada relativamente extraordinário. Até mesmo culturalmente falando, não fiz muito. Não bastasse ter lido apenas dois míseros livros e assistido pouquíssimas peças teatrais, depois de quatro anos minha média cinematográfica caiu vertiginosamente. Somente 130 filmes ao longo de doze meses - onde trinta e oito vieram através da telona e apenas onze falados em qualquer outra língua que não o inglês. E todos eles consideravelmente novos, já que o mais antigo foi filmado na década de noventa. Poucas animações, nenhuma temática homossexual relevante... Acho que o que bombou mesmo foram os aparelhos de som - em menor escala a televisão, mas sobre isso eu já comentei.

Não fui atingido diretamente pela crise mundial, não participei ativamente da Febre Obama, não superei meus limites na busca por uma medalha olímpica e não ajudei a sapatear nosso camarada Bush. Também não fui jogado do alto de um prédio como a Menina Isabela, não fui vítima de um crime passional como a Menina Eloá e tão pouco fui desabrigado por conta dos desastres naturais no Texas e em Santa Catarina - ambos Estados cuja conexão sentimental ainda me persegue. Ainda assim este ficará marcado como o ano que conseguiu me dobrar. De Mr. Big à Carrie Bradshaw; de Jack Twist a Ennis Del Mar; de Brian Kinney a Justin Taylor, eu mudei. E se antes eu tinha receio do novo e de vivenciar o que não entendia - bancando Clarice ao querer sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, negando a desorientação -, a verdade é que em doismileoito me permiti o prazer de caminhar às escuras e pela primeira vez em minha vida pude contar histórias utilizando frases completas, conquistando por mim mesmo novos níveis de intimidade e autoconhecimento, fossem eles fáceis ou doloridos. E se ao me jogar de cabeça acabei me esborrachando no chão, não posso culpar o calendário.

Por mais clichê que possa parecer, aceitei a vida como um mecanismo que independe de mim, um liquidificador de altos e baixos, e aprendi a aceitar minhas próprias falhas, conseqüentemente compreendendo as falhas alheias. Não que de uma hora para a outra eu tenha deixado de desejar o extraordinário, mas este ano aprendi que o extraordinário pode ser simples e rotineiro. Ainda que meus olhos atualmente cinzas queiram buscar apenas as mazelas de um ano intenso, a verdade é que festejei durante a maior parte do tempo uma felicidade original e diária, embasada na cintilância intrínseca. Por isso, descubro agora, me dói tanto revisitá-lo! Porque de alguma forma já não consigo perceber a simplicidade poética dos dias que seguem a me escapar, sofrendo a dor de quem sobrepôs em um só - cambaleante - pilar toda a consistência adquirida em um ano maravilhoso, que desmoronou na intensidade de sua vicissitude - ui! Em suma, acima do bem e do mal, perdido entre o melhor e o pior, doismileoito será definido como o ano mais poderoso que consegui atravessar. Aquele que me fez perder a mim mesmo e exatamente por independer de mim, me encontrar. Encontrar-me nos desencontros certeiros, nas coincidências atemporais, nas viagens fantásticas, na virtualidade necessária, no cotidiano simplório, nas pessoas de marca registrada, nas palavras redentoras e no relacionamento surreal que me transformou. Difícil agora será superar o medo de continuar caminhando de olhos fechados - ou muito pior, medo de que tudo a partir de agora cheire a anticlímax. Mas isso já é um assunto para doismilenove resolver.





* * * * *


Você manteve as resoluções de ano novo de 2008 e fará novas para 2009?
Ano passado eu mencionei que ano retrasado havia mencionado que não faço resoluções de ano novo. E continua valendo.

Comparando-se com essa época, no ano passado, você está:
I. Mais feliz ou mais triste? Muito, muito mais triste.
II. Mais magro ou mais gordo? Mais gordo. Principalmente, por incrível que pareça, o rosto.
III. Mais rico ou mais pobre? Apesar de continuar gastado por conta, mais rico.

O que você fez em 2008 que nunca tinha feito antes?
Hmmm... beijar mais de duas mulheres em uma mesma festa, em um intervalo de cinco minutos? Além disso me esbaldei na neve, virei housewife texana, participei de uma festa à fantasia, marquei presença em uma balada gay carioca, comi no KFC, experimentei o tal do Chopp, fiquei viciado em lemmon chicken, bebi regularmente, fumei a Bíblia... Enfim, das coisas mais simples às mais humilhantes, de cunho sexual ou simplesmente experimental, na América do Sul ou na América do Norte, 2008 também lutou pelo título de "Ano-das-Primeiras-Vezes" - incluindo as bareback. Difícil escolher uma só.

Que datas de 2008 ficarão marcadas em sua lembrança?
Tendo em vista que, como dito, doismileoito se apoiou na intensidade atribulada dos acontecimentos, é impossível listar todas as datas que ficarão marcadas em minha lembrança. Mas se é para citar uma, que seja o dia 18 de junho. Porque essa aí além de ser a única que me faz revisitar todas as outras, não ficou marcada somente na lembrança.

O que teria feito o seu ano infinitamente melhor?
Não ter colaborado para o término de algo que eu, finalmente, me propus a começar. Se bem que esse é um daqueles processos que independem da gente, né?

Qual sua maior realização no ano?
Vai soar repetitivo, mas não consigo pensar em nada além das minhas inúmeras viagens, relacionamentos diversos, diários a escrever e histórias para contar. Sou muito simples, fazer o quê?

Qual foi o seu maior fracasso?
Ter sucumbido diante do sentimento de perda, colocando em cheque todas as outras vertentes de mim mesmo.

Que comportamento mereceu comemoração?
Ter me jogado de corpo e alma na avenida, vivenciando experiências, abstraindo conseqüências, aceitando a vida não só como um agrupamento randômico de acontecimentos, mas como mecanismo de autoconhecimento que independe de mim, antes de cair devastado pela irresponsabilidade alheia.

Que comportamento foi deprimente?
Ter me jogado de corpo e alma na avenida, vivenciando experiências, abstraindo conseqüências, aceitando a vida não só como um agrupamento randômico de acontecimentos, mas como mecanismo de autoconhecimento que independe de mim, antes de cair devastado pela irresponsabilidade alheia?

O que você queria ter feito mais?
Isso não mudou nada em relação ao ano passado: ter viajado e aproveitado ainda mais todas as oportunidades que me foram oferecidas. Porque ainda que você tenha aproveitado ao máximo, sempre há espaço para tentar voltar no tempo e aproveitar mais, abstraindo todas as besteiras e caras emburradas que não levam a nada. Fora isso, claro, gostaria de ter lido mais, assistido mais filmes, seriados, espetáculos teatrais... E por aí vai.

O que você queria ter feito menos?
Para ser sincero gostaria de ter tido menos contato - principalmente físico - com pessoas aleatórias, que não me dizem nada. E também poderia ter gastado um pouco menos de tempo tentando fugir de mim.

O que você quis e conseguiu?
Fazer parte de uma história real de amor incondicional, ainda que transatlântico. Sem contar todas as folgas, viagens e orgasmos diversos - de cunho sexual ou não.

O que você quis e não conseguiu?
Um cérebro brilhante, um rosto perfeito, cabelos sedosos e brilhantes, corpo de parar o trânsito... Mas acima de tudo, reconquistar a completude perdida.

Você se apaixonou em 2008?
Várias vezes pela mesma pessoa.

Any one-night stands?
Só para tentar esquecer minhas paixões.

O que te deixou realmente excitado?
Vai soar patético, mas aquela mesma pessoa de duas perguntas atrás.

Quem foi a pessoa mais legal que você conheceu?
Por incrível que pareça este foi um ano que aconteceu em cima das pessoas. E por mais incrível que pareça as novidades nessa área não vieram pela internet! Minhas grandes surpresas do ano foram pessoas queridas e intensas que assim como Thomás e Raquel, conheci ao acaso. Doce acaso, devo dizer. Outras vieram com selo de garantia de pessoas queridas, como Miranda e Markus que foram os melhores houstonian neighbors postiços que eu poderia ter. Há quem aparecesse através pessoas que apareceram do nada e tomaram grande parte da minha atenção, como foi o caso da Priscila que veio por indicação de Dadá e Neto, a dupla que não só fez minha vizinhança voltar a valer a pena, mas firmaram-se como conhecidos de longa data ao me incluir como uma das personagens principais de um quarteto quase-fantástico. Durante minhas viagens, outras lindas surpresas. No topo da lista estão Ana, Cida, Telma e meu fiél companheiro das dressing-up-and-getting-drunk-lady-gaga nights, Gustavo. Eu realmente não esperava que eles fossem render tanto quanto renderam! Mas ainda há espaço de sobra para incluir a doçura que é a Delana, o fofo do Diógenes, toda a galera da Vila da Telma, os coleguinhas Macaenses, as personas paulistanas coadjuvantes e as personagens pitorescas que eu fui encontrando por minhas andanças solitárias pelas ruas de Houston, como o o globalizado Guilhermo. Isso para não mencionar as pessoas que mesmo com um curto contato - ou intenso, dependendo do ponto de vista - participaram de grandes momentos - olá, P.A. e Pedro.

Embasado nos caracteres, acho que o Marco Antônio, o Alfredo, o Ponciano e a sumida Fernanda - com exceção dos gringos simpáticos que vieram através do Packrat - foram as únicas coisas realmente boas que a internet trouxe esse ano. Isso porque a lista de amigos-virtuais que se transformaram em alegrias reais, aumentou consideravelmente. Depois de muitos anos pude abraçar meu querido Tequito; me esbaldei com a companhia contagiante e sorridente da Clarah; passei ótimos momentos ao lado de um saudoso Pedro que demorei tanto a encontrar; desci até o chão com o Diego, o safado jazzboy; e consegui resolver meus assuntos pendentes com o Rafael e Diogo - na mesma noite, inclusive. Caio, Thiagon, Henrique e Andie já não são novidade, mas continuo adorando mesmo assim. E também o Egídio, que eu vi tão pouco mas gosto muito. Há também os internautas que sumiram e fizeram falta, como é o caso do Icaro, do Fernando e da Adriana. E há aqueles que reaparecem dando um novo gás à sua rotina, como foi o caso do Daniel, que reapareceu da melhor forma possível. E se eu esqueci o nome de alguém, paciência.

Festejando também as redescobertas, preciso deixar registrados nomes que apesar de já conhecidos, se fizeram muito importantes durante o ano: Angelica e William, casal que serviu de Muro das Lamentações; Juliana, sempre disposta; Marina, Catarina e Keila, que deixam os dias de trabalho mais felizes; Junior y Roberto, casal argentino que pintaram dias cor-de-rosa com suas duas longas aparições em terras tupiniquins; Danilo, o único da lista que não me viu pessoalmente. E há também os que não só se fizeram importantes, mas essenciais ao tentarem sustentar o mundo sobreposto sobre o pilar que ruiu. Ariel, que dispensa palavras; Yael, minha canadense preferida; Bárbara, a melhor colega de trabalho que eu poderia ter - e talvez a única que vive fora do ambiente de trabalho; Carla San, que de ouvidos atentos e boca que conforta, consegui inclusive arranjar um tempinho em sua concorrida agenda para dormir no meu colchão; Kenia, a menina prodígio que comigo envelheceu dez anos em um. Não fosse por vocês, o ano teria sido muito chato. Pena que ainda assim, apesar de tudo, de uma forma ou de outra, a pessoa do ano continuou sendo a mesma do ano passado.

Você odeia alguém hoje que não odiava há um ano?
Gostaria imensamente, mas... não. Acho que funciona como aquela história batida do "I hate the way that I don't hate you; not even close, not even a little bit, not even at all." Fora isso, aconteceram alguns desentendimentos, mas nada que tirasse o meu sono ou impedisse a execução meu poder de abstração intensa. De fato, não gosto de odiar. Simplesmente porque, você sabe, ódio é um sentimento que por profundo desprezo, não cabe em mim.

De quem sentiu falta?
S.

O que você fez no seu aniversário?
Tudo aquilo que uma segunda-feira chuvosa pode proporcionar: trabalho e melancolia. E apesar de queridas companhias, quatro bolos ao longo do dia, muitas felicitações, poucos presentes e uma partida agradabilíssima de War, o sentimento continuou sendo esse aqui - sem falar que o telefonema que eu recebi depois da meia-noite só piorou as coisas. Em suma, acordei triste, distribui alguns sorrisos amarelos - alguns foram sinceros, devo dizer - mantive a cabeça cheia de pensamentos autodestrutivos e terminei desolado.

Que lugares visitou?
Macaé, São Paulo, Porto Alegre, Gramado, Canela, Nova Petrópolis, Houston, Nova Iorque, Denver, Nova Orleans, Idahoo Springs, Pensacola Beach... Incluindo lugares já conhecidos como foi o caso de Tampa. Felizmente a lista é bem longa - e preguiçosa. Por isso digo apenas que nunca visitei tantos lugares. E acima de tudo - quase - nunca fui tão feliz fazendo isso.

Como descreveria seu modo de se vestir?
Calça jeans, allstar, listras - e suspensórios! Sempre.

Pra onde foi a maior parte do seu dinheiro?
Houston.

Qual foi a melhor coisa que você comprou?
Viagens.

Você teve alguma doença?
Somatizações em geral, mas nada que me derrubasse feito aquela virose em cima do Carnaval '07. Fora isso, as mesmas reações alérgicas inexplicáveis de sempre. E vale frisar que há uns três dias me deu uma febre repentina, que me deixou bem cabisbaixo e tirou todo o humor que eu não tinha para comemorar o Reveillon.

O que manteve a sua sanidade?
The very thought of you - e depois disso, só as viagens mesmo.

Qual episódio da política que te deixou mais puto?



Como vai passar o Reveillon?
Tendo em vista que minha saúde resolveu aproveitar o final do ano para tirar umas férias, devo ficar por aqui mesmo, vegetando ao tentar manter a dieta ingrata a qual me submeti. Se bem que o Neto acabou de me ligar dizendo que Dadá me convidou para uma reuniãozinha boba na casa dela. E sempre há as pessoas perdidas que aparecem. Logo minha resposta final é, como sempre, "não sei".

O que você gostaria de ter em 2009 que faltou em 2008?
Continuidade nas cintilâncias que não conseguiram atravessar o segundo semestre. Porque se 2009 conseguir repetir todos os momentos memoráveis do primeiro semestre de 2008, eu posso morrer feliz.




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[info]star_of_ash
2009-01-02 11:30 am UTC (link)
O segredo é tornar essa dor em aprendizado... é difícil e chato mas crescemos como pessoas. E como vc mesmo já disse, vc se encontrou no meio disso tudo. ;)

2009 seja um ano maravilhoso!

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[info]penalty
2009-01-15 02:22 am UTC (link)
Acho que essa é uma equação mais difícil do que poderia imaginar. Porque eu me encontrei quando me perdi, mas agora que já não consigo continuar perdido, não consigo encontrar quem eu era antes de ter me perdido. Deu para sentir o drama? É como se o ano tivesse me brindado com certezas fundamentais de onde quero estar, com quem quero estar e o tipo de pessoa que quero ser. Mas como todas essas coisas independem de mim, agora que elas não estão presentes só resta a dor sem aprendizado. Não sei se doismilenove será realmente maravilhoso, mas espero que pelo menos consiga me tirar desse estado patético. E mimimi's à parte, que teu ano seja, sim, incrível!

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