"Each and every time I turn around to leave I feel my heart begin to burst and bleed So desperately I try to link it with my head But instead I fall back to my knees."
Eu não sei vivenciar sentimentos. Adoro dissertá-los, escrevê-los, classificá-los... Mas não sei lidar com eles. Dentro de mim é como se houvesse uma pequena prateleira velha, onde tudo o que sinto é organizado alfabeticamente, guardado dentro de pequenos frascos de rótulos muito bem definidos. O que não consigo identificar explicando racionalmente, descarto. Simplesmente porque preciso de uma definição lógica muito pessoal para digerir todas as informações biológicas que me cercam. E por tudo isso, depois de você, precisei regressar ao eu. Porque ao me jogar de cabeça em um mundo que independe de mim, onde as pessoas não são eternamente responsáveis por aquilo que cativam, constatei, assim como G.H., que a vida se me é - mas que não há a menor graça em não se entender o que você mesmo diz, sentindo. Ou como diria quem me é querido: para quê servem as relações amorosas senão para deixar escapar o coração que nos resta? Aquele pedaço desconhecido, que por não ser feito de pedra não prestei atenção. Por isso eu corro demais, fugindo de mim.