what is this game we're playing? ([info]penalty) wrote,
@ 2008-01-05 22:32:00
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FIRST STEPS INTO 2008


"I need to go north! To fight!"


Se você já leu "The Great Gatsby", coisa que faço há pouquíssimo tempo, deve saber que o marido de Daisy, entre outros feitos, é um desses homens que atingem, aos vinte e um anos de idade, tão grande e limitada excelência em alguma coisa, que, depois, tudo em sua vida cheira a anticlímax. Mas não é sobre ele que eu quero falar. Quero - e falo - sobre esse mim que de F. Scott Fitzgerald ou quaisquer excelências não sei, vinte um anos não tenho, mas assombrado pelo antigo fantasma do anticlímax também sou. Eu, que em feitos simplesmente não existo. E tudo isso porque todo início de ano é a mesma coisa: começo a pensar em dormir às sete horas de uma manhã quente que me embala até as quatro horas de uma tarde em combustão que me desperta desinteressado para mais um dia que parece não ter nada a oferecer depois de uma madrugada que mal vivi. Está acompanhando? Se doismilesséte tivesse sido uma merda eu não reclamaria tanto. Como foi, e eu não me canso de repetir isso, o melhor ano em muito tempo, tudo é uma versão sem graça de dias que não vão voltar. Resta, então, esse clímax às avessas que, mesquinho, me tira os bons pensamentos. Esse vilão interior que alimenta a busca pelo extraordinário; a incessante corrida pela cintilância que não está, o acerto que não chega.

Os últimos dias não acrescentaram nada além do calor infernal que cozinha minhas vontades. Depois de um Reveillon caseiro e peculiar, parceria gastro-cinematrográfica de deixar qualquer lutador de sumô e/ou cinéfilo moderninho no chinelo, os dias ruminam o parágrafo anterior. Os CDs continuam os mesmos, os filmes ainda são aqueles do ano que passou... Se há alguma novidade ela se fortalece na literatura - e nos seriados! Além dos novos livros e das pessoas simpáticas que me adicionaram em suas listas de amigos nos últimos dias, recebi um convite muito carinhoso, igualmente inesperado e desconcertante, para escrever a apresentação do livro de um amigo meu - um daqueles que transformam o cotidiano em poesia; os mínimos em necessidades -, que eu ainda não sei se posso comentar. Na telinha "Pushing Daisies" me conquista a cada novo episódio. Isso sem falar que logo, logo a nova temporada de "Skins", que já me enche os olhos com esse teaser todo foda ao som de Radiohead, pipoca por aí. Como dá para ver, tudo muito bom, tudo muito bem no mundo do entretenimento. Mas no mundo real o novo se fez antigo e tudo gira em torno dos preparativos para uma viagem que eu já não acredito que vai acontecer tão cedo - o que, infelizmente, acabou tirando metade do humor que eu já não tinha. Saio, então, para assistir "The Golden Compass".

Visualmente rico, milimetricamente desenvolvido para ser mania mundial, cheio de atores de salários exorbitantes, cenários homéricos e animais tão falantes quantos transmorfos, o filme não acrescenta nada além do óbvio. Ou como diria Shakespeare: "Much Ado About Nothing". A adaptação é aparentemente covarde e mal feita, o enredo não é nada original, o ritmo tropeça nas próprias pernas, as personagens não têm qualquer carisma e a impressão que fica é que não importa o que eles façam, você simplesmente não vai se importar. Sequer entendi o piti do Vaticano! Sem falar que eu estava lá todo ingênuo e, né?, não sabia que se tratava de uma suposta trilogia, aí, do nada, um final inconclusivo que muito me irritou. E a julgar pelas bilheterias mundo afora eu não fui o único. Agora a pergunta que não quer calar é: Será que eles vão bancar um segundo fracasso para continuar a história ou abandonar o navio e deixar órfãos os fãs - quais?! - daquilo que tinha tudo para ser e não foi? Em suma uma bela viola; filme vazio com poucos - quiçá nenhum - motivos para ser revisitado. E resta o medo de que meu doismileoito, que mal começou, continue seguindo esses mesmos passos.



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[info]purgatory_blues
2008-01-06 02:58 am UTC (link)
eu vi The Golden Compass somente pela Nicole. Achei o filme mediano, cheio de tropeços. Uma edição péssima, uma direção ordinária. Mas a atriz que interpreta a Lyra Belaqua é bem interessante, realmente achei que ela tem futuro na profissão.
Não li os livros que originaram o longa. Mas ao menos gostaria de ver a sequência, A Faca Sutil, feita.
Até porque o filme só foi mal nos Estados Unidos, onde os livros não são conhecidos. No Reino Unido foi um sucesso esmagador, bateu inclusive recordes de bilheteria.

até o presente momento não assisti nenhum filme. só ando assistindo à séries e lendo. os filmes que quero assistir não chegaram aos cinemas, nem às locadoras ou somente não os encontro. ou estou com pregüiça, já nem sei mais.

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[info]penalty
2008-01-06 06:31 am UTC (link)
eu já gostei mais da nicole, viu? e achei a tal dakota blue richards, assim como todo mundo naquele filme, com exceção do daniel craig que é sempre um amor, uma antipatia só! enfim, esperava que os quase US$ 200 milhões gastos fossem usados de uma forma mais... no mínimo inovadora? porque, sabe, hollywood precisa parar com essa mania de tentar encontrar um substituto para essas séries de fantasia e deixar "lord of the rings" descansar em paz. e até o momento até que consegui assistir um filme por dia, um episódio de seriado por dia, uma página de livro por dia, ao menos um CD escutado por dia. call me desocupado. :P

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[info]silverrlining
2008-01-06 03:05 am UTC (link)
pushing daisies é minha. não toca! hahaha. :)
kidding (:

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[info]penalty
2008-01-06 06:53 am UTC (link)
só não toco porque já toquei uma vez, sabe? haha.

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